5 mitos de Astronomia

Originalmente publicado em Açoriano Oriental

 

Leitores da minha vida, vamos dar uma volta pelos recantos de algumas conceções cientificamente erradas que ainda batem o pé numa tentativa teimosa de se autoafirmarem como corretas. Senhoras e senhores, 5 mitos de Astronomia! Aqui vamos nós.

 

1. As constelações do Zodíaco são 12

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Mito. As constelações do Zodíaco são na verdade 13, entre novembro-dezembro há constelação de Ofícuo, ou Serpentário, que não é normalmente contemplada. A mitologia do Zodíaco tem uma grande influência dos Gregos, Chineses e Romanos – povos que uniram as estrelas, ilustrando no céu os contos da Terra; haviam 12 constelações características: as que estavam em oposição ao sistema Terra-Sol. Isto é, a cada instante a constelação projetada pela reta do sistema Terra-Sol é considerada como o signo do Zodíaco para alguém que nasce nesse instante. Todavia com o passar dos anos e devido aos movimentos relativos – mormente da Terra -, essas constelações alteraram-se. O que a Astrologia nos mostra hoje simplesmente não corresponde à realidade, e os signos/previsões que muitas pessoas fielmente seguem estão simplesmente errados. Creio que igualmente importante é o facto de as estrelas das constelações não terem relação entre si, o objetivo era mapear os céus para diferentes propósitos.

2. Os buracos negros vão engolir toda a matéria do Universo

Mito. Os buracos negros não são aspiradores espaciais prontos a absorver tudo o que por aí fora gravita e deambula. Os buracos negros consomem apenas o que transpuser o seu horizonte de eventos – limite a partir do qual nada escapa à gravidade ilimitada de um astro deste género. Em suma e para contornarmos conteúdo demasiado específico – os buracos negros não vão sorver toda a matéria do Universo e a Terra está segura tanto do buraco negro no centro da Via Láctea como está a salvo de qualquer outro.

Esta hipótese seria apenas válida num cenário de Big Crunch, no qual todo o Universo é deglutido por buracos negros, que posteriormente vão colidindo até se tornarem num só que conteria toda a matéria existente. Porém as observações atuais indicam que esta possibilidade está colocada de parte, o futuro do Universo será exatamente o oposto: continuar-se-á a expandir e a arrefecer até que toda a matéria se desintegre até ao nível mais elementar.

 

3. Os ETs já visitaram a Terra

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Lá nada. Não temos prova nenhuma disso. Para tal, teríamos de recolher ADN ou um chip alienígena que provasse incontestavelmente a presença de seres extraterrestres, o que ainda não aconteceu. Até tal acontecer, todas as estórias se resumem a isso mesmo: estórias. Alegações. Conspirações, por vezes. É esclarecedor comentar o facto de os astrónomos amadores não reportarem avistamentos de ETs e respetivas aeronaves, pois eles conhecem o que estão a ver ao invés de saltar num delírio impulsivo que clama que o planeta Vénus – ou outro fenómeno atmosférico, por exemplo – é um OVNI.

 

4. A Grande Muralha da China é visível do Espaço

Ela é efetivamente grande, mas não o suficiente para ser observada do Espaço. Portanto se há quem continue a acreditar que somos visitados cordial e secretamente por seres esverdeados e malnutridos, não é por terem visto a Grande Muralha lá de cima que eles cá vêm certamente.

 

5. Não há gravidade no Espaço

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Mito. Há sempre gravidade, que varia com o quadrado da distância ao/s corpo/s. Ou seja: ao duplicar a distância, a gravidade diminui quatro vezes, quando a triplicamos a gravidade diminui 9 vezes, e assim continuamente.

 

Autores: Paula C Costa; Luís Filipe Santos

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