5,5 milhões para Portugal para distribuir frutas, verduras e leite nas escolas. Leite??

Eu vou dizer o que realmente me apetece agora, querem ver?

LOL a sério?!

O motivo do meu espanto querem saber, não é? Ok, vamos começar do início. O título da notícia diz o seguinte: União Europeia apoia distribuição de fruta, verduras e leite nas escolas. Pronto vamos pacientemente desmontar a coisa. A medida pretende instaurar hábitos saudáveis entre as crianças e desenvolver alguma consciência nutricional – diz a notícia -, ao mesmo tempo que visa uma solução para mais de 30 milhões de crianças obesas na UE.

Quanto aos hábitos de alimentação saudável: muito bem; consciência nutricional também; e combater a obesidade, ainda melhor. Se o cliché diz que as crianças são o futuro, são as que mais condições, recursos e cuidados devem ter naturalmente, não tendo nenhuma de sofrer tão precocemente com problemas de saúde que facilmente poderiam ser evitados. A noção não pode sobreviver apenas no lugar-comum, mas sim na atitude ativa contínua.

Vamos pensar sem grandes demoras nalgumas das propostas divulgadas, abaixo.

No novo regime alimentar das crianças em idade escolar a prioritariamente é dada à fruta fresca, verduras e leite. Produtos transformados, como sopa, compotas de fruta, sumos, iogurtes e queijo podem também ser distribuídos se essa opção for aprovada pelas autoridades sanitárias nacionais.

E se as mencionadas autoridades o aprovarem:

 Sopa.

Ótimo.

Compotas de fruta?

Mas por quê então? Se o objetivo primordial era a alimentação saudável, o mais saudável é comer a fruta tal como está; sem que a cozam ou armazenem em compotas o que conduzirá a que a fruta perca as vitaminas essenciais. Apenas com a ideia da compota, já se pôs o pé na argola da razoabilidade. Mas há mais.

A seguir vêm os sumos.

Não que o sumo seja o pior dos vilões que temos na arena, contudo o mais saudável, e até prático, é comer a fruta – repito – tal como é, do modo mais natural possível. Ao fazer sumo, removem-se as tão importantes fibras desses alimentos – ficando apenas o açúcar.
Todavia creio que o senhor, cujo nome está associado a esta medida, não sabia patavina disto. Vamos falar dele mais tarde.

E o melhor, claro, guardei para o final. Leite, iogurtes, queijo. Queijo?

É agora que tão espontaneamente me apetece redarguir mais uma vez, LOL a sério?

Muito sucintamente, o queijo é 70% de gordura – e qualquer um de nós já está a par do que a gordura faz. Em relação à razão aparentemente nutricional que a ele possa ser associada, é facilmente encontrada nas frutas e verduras sem qualquer gordura ou outros aspetos prejudiciais encontrados no queijo. O mesmo acontece com o leite.

Açúcar

Segundo essa mesma fonte: A adição de açúcar, sal e gordura não está autorizada, excepto se as autoridades nacionais de saúde permitirem quantidades limitadas.

Atualmente são dados às crianças nas escolas iogurtes de aroma que contêm cerca de 9/10 g de açúcar em cada um. As últimas medidas no combate aos açúcares planeavam a redução de gramas nos pequenos pacotes de  6/8 g para 5/6g, no entanto alimentamos os mais novos com produtos que contêm quase o dobro.

Pela saúde ou por outros interesses?

Mas por quê fazer isto às crianças?, combater a obesidade com alimentos que a promovem, originando concomitantemente outros problemas? Ou o propósito de Phil Hogan, Comissário responsável pela pasta Agricultura e Desenvolvimento Rural, é apenas sustentar a agropecuária e alegrar os dependentes da sua tutela? Não, eu não usei a palavra responsabilidade, teve de ser tutela mesmo.

Leites vegetais nas escolas, por que não?

Usualmente se argumenta que as escolas não poderiam adquirir leites vegetais por duas razões. O preço e o facto de ser uma minoria das crianças que os iria utilizar. Contudo 70% da população mundial é intolerante à lactose, e para além dos casos diagnosticados clinicamente, muitas pessoas autodetetam vários problemas de saúde decorrente da ingestão de laticínios. Sim, eu disse 70%. Então os restantes 30% que consomem os laticínios sem problemas é que são a maioria?

Agora não só vejo um problema de saúde como de matemática também.

Quanto ao preço, qualquer escola poderia confecionar leite de aveia. O que seria mais económico – para a escola e para o ambiente, poupando os recursos que findaram há uma semana.

Mas vamos cruamente o que o leite faz:

  1. O cálcio do leite não é absorvido pelo organismo, para tal o cálcio necessita da presença de magnésio.
  2. O leite acidifica o ph sanguíneo. O ph do sangue é neutro, de modo a reduzir a acidez causada pelo leite, os ossos libertam cálcio para o sangue. E como esse cálcio não é novamente reabsorvido, o osso enfraquece.
  3. O leite contém um antibiótico denominado tetraciclina que, certamente para além de outros problemas de saúde, provoca a desmineralização óssea.
  4. Para não baixar parâmetros de produção, é comum que os criadores engravidem a vaca enquanto esta ainda está a lactar. O estradiol da vaca grávida passa para o leite. O que nos homens pode conduzir à queda da testosterona livre, e o aumento de cortisol. Nas mulheres pode originar também a queda de testosterona livre, reduzindo assim a líbido.
  5. O leite contém 25 proteínas de difícil digestão para nosso organismo, podendo provocar irritação da mucosa intestinal e até mesmo alergias.
  6. O leite pode provocar o aumento da insulina, não sendo recomendado para diabéticos, pessoas com resistência à insulina, com hipoglicémia, ou que querem perder peso.
  7. O leite está associado a várias doenças crónicas e/ou alérgicas.
Então, vamos dar leite a quem, às crianças?

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