As misteriosas (?) luzes de Ceres

A sonda Dawn que tem estado a orbitar o protoplaneta Ceres – que é já ali à frente na Cintura de asteroides – tem registado fotograficamente alguns pontos brilhantes na superfície desse corpo celeste. Além desses terrivelmente misteriosos pontilhados luminosos, imaginem só o que a Dawn encontrou também. Oh sim, uma pirâmide! Porque isso de ter pirâmides parece não ser um exclusivo arquitetónico da Terra.

Pronto, agora tenho de pedir alguma contenção, eu sei que eu é que disse para imaginarem, mas vão devagar com as ideias. Porque apesar de a NASA já ter explicado que se deverá tratar de uma formação rochosa de estrutura semelhante a uma pirâmide, não sendo de facto uma, cuja luminosidade é provavelmente causada pela presença de sal ou gelo, esse esclarecimento não chega para pôr mão à imaginação humana. Imaginação essa que tanto é uma das nossas melhores características, como é contraproducente na mesma medida, roçando às vezes o devaneio.

Levantemos as cortinas do espetáculo da especulação! Já se alegam por aí algumas origens para a construção dos egípcios (quiçá?) de Ceres, deliciemo-nos então com essas justificações expressivamente científicas, publicadas no The Independent.

 

  1. Foram os extraterrestres que a fizeram.

Hum hum, claro que sim, se fizerem zoom até conseguem ver a placa da inauguração.

 

  1. É a prova de uma antiga civilização, talvez os egípcios tivessem tido tecnologia para viajar até lá e a tivessem construído.

Obviamente que sim. E a lua não é afinal um satélite natural da Terra, mas sim uma sonda produzida por esses mesmos egípcios para nos vigiar do passado para o futuro. Já agora, porque não.

 

  1. É o túmulo de um extraterrestre.

Mais precisamente, do TutankET.

 

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Bem… Então os planetas de dimensão pequena não desenvolvem montanhas assim tão altas, mas hospedam extraterrestres suficientemente grandes para ser necessário edificar uma pirâmide com metade da altura do Everest para os sepultar? Ok…

Ah, ele não era de Ceres, veio de outro planeta distante para ali ser enterrado. Pois claro, segundo o ponto de que partimos sempre, o qual concebe as outras possíveis civilizações como sendo mais avançadas que a nossa, eles iam mesmo atravessar todo o mar cósmico, gastando infindavelmente os seus recursos, só para enterrar um ser do seu mundo. Não gostavam muito dele certamente, para o transviarem para tão longe…

 

  1. Agora sim, a verdade: Foram os Illuminati.

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Também podem ter sido o Snoopy, o Garfield, o rato Mickey ou a Gata Borralheira. As probabilidades são igualmente altas para todos estes.

 

Ou, digo eu, talvez seja só uma montanha com uma base mais alargada e um cume estreito, como são muitas, que se parece com uma pirâmide. Não?

Claro que não, é seguramente o sepulcro do TutankET.

11 comentários Adicione o seu

  1. Server diz:

    As misteriosas luzes brilhantes no planeta-anao Ceres, o maior na cintura de asteroides que separa Marte de Jupier, podem ter o seu segredo desvendado. Uma nova investigacao publicada na revista cientifica

    1. Paula C Costa Paula C Costa diz:

      Ok, está bem.

  2. Lone Driver diz:

    Pena o uso do AO90

    1. Paula C Costa Paula C Costa diz:

      Oh Lone Driver, apenas 3 palavras alteradas (asteroides, arquitetónico, espetáulo) em 416 que se mantiveram incomodam assim tanto?
      Gostava de lhe dizer que na verdade a língua muda sem que qualquer linguista, gramático, e político muito menos, interfira. E essa mudança é impelida pelos seus utilizadores. A escrita é apenas uma convenção, o melhor ajuste que se consegue fazer face à utilização que as pessoas dão ao seu idioma.
      Já vários destes acordos ortográficos foram realizados no passado, e continuarão a ser concretizados no futuro. Caso contrário ainda escreveríamos em latim. Ou não escreveríamos de todo.
      Nada do que foi proposto ser eliminado da grafia tinha motivo científico/fonológico para lá estar. Por exemplo, que diferença faz que o ditongo OI em asteroide, flavonoide, espermatozoide não tenham acento? O ditongo AI em Adelaide também não tem. Que diferença faz que as palavras arquitetónico ou espetáculo já não tenham o C, se já não o líamos sequer? Posso justificar (mais detalhadamente ainda) qualquer alteração que lhe pareça estranha, Lone Driver.
      É curioso que não encontro ninguém que se debata ativamente por atualmente escrevermos coisa em vez de cousa, ou mulher em vez de molher, ou gramde e não grande, ou receber ao invés de reçeber, ou potências no lugar de potemçias, ou disse ao contrário de diçe, ou tais e já não taaes
      E eu podia continuar.

    2. Paulo diz:

      Segundo aprendi, o c mudo em palavras como arquitectónico ou espectáculo não existiam para serem lidos, mas sim para abrir a vogal, e nesses casos não concordo de todo com o AO, tirando outros casos que mais parece adoptar termos brasileiros.

      Tirando o aparte, bom blog.

    3. Paula C Costa Paula C Costa diz:

      Olá, Paulo. Ainda bem que gostou do blog, espero voltar a vê-lo por cá.
      Quanto ao comentário relacionado com o NAO, a resposta segue no seguinte link Dúvidas sobre o NAO, que eu mesma elaborei.
      Espero que ajude, e se tiver mais questões, é só dizer.

  3. jota diz:

    Claramente que é um ‘beacon’ alienígena, que espia o nosso planeta pelo menos desde as 1as emissões radio. E o reflexo é o brilho das antenas. Obviamente. Aliás, deve ser para lá que levam as pessoas que levam nos ovnis, e são também eles que fazem os crop circles — ou não é a cratera de onde vem o brilho também ela redonda?! AH-HA! QED.

    1. Paula C Costa Paula C Costa diz:

      🙂
      Efetivamente tem razão, jota. Vê-se logo que é isso, está tão claro!

  4. Antero diz:

    Uma análise crítica muito clara e racional sobre a notícia do The Independent.

    Eu cá acho que não é o túmulo do TutankET, mas sim a nave espacial de um dinossauro intergaláctico gigante e inteligente, claro, que fugiu do Jurassic Park enquanto o restante elenco fazia uma pausa para café.

    1. Paula C Costa Paula C Costa diz:

      🙂
      É uma hipótese igualmente provável!

    2. Antero diz:

      Ou então, é o túmulo de um gigante da Guerra dos Tronos, morto por um anão da Patrulha da Noite com um punhal de vidro de dragão.
      Como é que depois o enviaram para lá ainda não sei, mas estou a estudar o meio de transporte… ah, já sei, foi enviado para lá pela feiticeira Melisandre que mandou queimar o filho bastardo do John Snow para conseguir resuscitá-lo e aproveitou a boleia mágica para mandar o gigante dar um passeio até Ceres.
      É uma possibilidade, não é?

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