O baile das Presidenciais

Canta-se uma música sonante que penetra pelo ouvido adentro mesmo que não queiramos, ela instala-se senhora do seu nariz no nosso vulnerável subconsciente, e no dia da cruzinha e lá vai o nosso voto inadvertidamente para os cantadores.

O conto da bicicleta

O que mais poderia querer um rapaz de dez anos naquele tempo que já foi há tanto tempo? Mais nada, a bicicleta refletia tudo para nós. No entanto eu não tinha nenhuma.

Indelevelmente

Vamos os dois em silêncio – sem necessidade de o preencher, de o perturbar, sem mais precisar. Tu não gostas muito de falar, e eu nada quero ouvir. Temo-nos a nós e ao momento e isso parece bastar. Não tenho de fabricar conversa de ocasião, polvilhada de lugares-comuns entediantes, basta-me andar e sentir na minha mão a tua a roçagar.

Atentados em Paris

São as pessoas que importam, nada mais. Agora e sempre, importam as pessoas francesas – sejam de que religião forem -, como importam as pessoas muçulmanas – sejam de que país forem.